Segunda, 19 Novembro 2018

Plano Mais IDH faz esforço concentrado para melhorar qualidade de vida em cidades maranhenses

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Escola Digna

Na educação, uma das prioridades do Plano é substituir colégios de taipa por colégios de alvenaria. Trata-se do programa Escola Digna. Até o fim do ano, a meta é substituir 300 prédios em todo o Estado – boa parte nos municípios do Mais IDH.

Dez já foram entregues dentro do Mais IDH, e dezenas virão nos próximos meses. O número total de escolas incluídas nessa etapa é de 87 unidades. Além da substituição, também nos 30 municípios há previsão de reforma e manutenção de 44 prédios escolares, pelo menos uma para cada um dos que integram o Mais IDH. A Escola Municipal São João Batista, no povoado Jenipapeiro, em São João do Sóter. Foi a primeira Escola Digna a substituir uma estrutura de alvenaria numa cidade do Mais IDH.

“É uma maravilha receber uma escola limpa, ampla, bonita, com jardim, muita sala, banheiros. Agradeço os trabalhadores que fizeram. A gente nunca esperava uma coisa dessa. Tô muito feliz”, contou Jususlene Nascimento, que tem um filho matriculado no colégio.

Contra o analfabetismo

Outra ação na educação é o Programa Sim, Eu Posso!, que na primeira fase alfabetizou 7,2 mil jovens e adultos. Agora, está sendo executada a segunda fase, com mais de 20 mil pessoas. É uma parceria com Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), a Fundação Sousândrade e outras entidades.

O Sim, Eu Posso! tem impacto direto na vida da comunidade. “Meu sonho é aprender a ler a Bíblia. A gente fica envergonhado porque não sabe ler”, diz Maria Raimunda, aluna da cidade de Aldeias Altas.

Médicos nos povoados

Na saúde, já foram feitos mais de 750 mil atendimentos pelos profissionais da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma). É uma iniciativa inédita, levando 120 profissionais para atuar e morar nas 30 cidades do Mais IDH.

Diariamente, eles percorrem povoados de difícil acesso para fazer consultas e atendimentos básicos, a fim de reduzir a mortalidade materna e a infantil. Pela primeira vez na vida, os moradores têm recebido a visita de médicos. “A gente percebe no olhar, numa visita, a real necessidade daquela pessoa. O trabalho fundamental da gente é da prevenção da doença, um olhar mais humanizado, com mais carinho, com mais cuidado”, afirma o enfermeiro Elton Filipe de Oliveira.

Moradia

O Minha Casa Meu Maranhão está construindo e entregando 3 mil casas nas 30 cidades do Plano Mais IDH. Já foram construídas mais de 500 unidades até agora.

Hosana da Conceição mora em Água Doce e ganhou uma das residências. Antes disso, ela passou muitos anos sem dormir direito à noite. Não era insônia; era medo de o teto cair: “As madeiras já estavam todas podres”. Com a casa nova, o medo passou e o sono tranquilo voltou: “Agora tá tudo bem, já durmo à noite”.

Também já foram entregues mais de 600 títulos de terra nessas 30 cidades. Basicamente, é o mesmo que entregar dinheiro, já que uma terra com documento, além de ser valorizada, traz segurança jurídica de propriedade. Os moradores também passam a ter a oportunidade de acessar políticas públicas do governo estadual, bem como do federal.
Saneamento básico

A falta de água é um problema histórico no Maranhão. Muitas famílias jamais tiveram abastecimento ou banheiro em casa. O Plano Mais IDH prevê o investimento de R$ 60 milhões para construir seis mil kits sanitários. Serão 200 kits por município, compostos por banheiros, caixa d’água e lavanderias.

Nesta primeira etapa, são 3,6 mil famílias alcançadas. Cerca de 600 kits devem ser entregues nas próximas semanas.

Rua Digna

O programa Rua Digna está pavimentando ruas cheias de buraco, poeira e lama. É um mutirão no qual os próprios moradores trabalham, gerando também emprego e renda. O programa já está em 18 cidades do Mais IDH.

O mutirão tem chegado a locais de difícil acesso, como as Ilhas Canárias, em Araioses, na divisa do Maranhão com o Piauí. A construção de uma rua onde só havia areia era aguardada havia muitas décadas. “Isso era esperado desde meus avós e bisavós, que queriam tanto a energia [elétrica] quanto as Canárias calçadas. Não conseguiram esperar, mas ficou para os netos e bisnetos”, diz o morador Geann Moura.

Sisteminhas

O apoio para a agricultura familiar também foi incluída no Plano Mais IDH. Parte dessa ajuda vem dos mais de 250 Sisteminhas que permitem plantar ou criar animais. Eles são uma espécie de microfazenda.

Os Sisteminhas fazem parte dos Sistemas Integrados de Tecnologias (Sistecs), que já somam mais de 7 mil entregas desde 2015. A ideia é levar conhecimento e tecnologia para os moradores, como a família de Kátia Nascimento, do povoado Santa Helena, em Milagres do Maranhão. Ela iniciou uma pequena horta para uso exclusivo da família e agora já comercializa parte do que produz.

“Nossa vida melhorou 100% e somos muito gratos a tudo que aprendemos, colocamos em prática e esse aqui é o resultado”, conta Kátia ao mostrar a produção de hortaliças em uma área de mais de 200 metros. Por semana, ela vende 11 caixas de hortaliças a R$ 40 cada uma. Por mês, são quase R$ 2 mil.

As cidades

Foram incluídos no Plano Mais IDH os municípios de Fernando Falcão, Marajá do Sena, Jenipapo dos Vieiras, Satubinha, Água Doce do Maranhão, Lagoa Grande do Maranhão, São João do Caru, Santana do Maranhão, Arame, Belágua, Conceição do Lago-Açu, Primeira Cruz, Aldeias Altas, Pedro do Rosário, São Raimundo do Doca Bezerra, São Roberto, São João do Soter, Centro Novo do Maranhão, Itaipava do Grajaú, Santo Amaro do Maranhão, Brejo de Areia, Serrano do Maranhão, Amapá do Maranhão, Araioses, Governador Newton Bello, Cajari, Santa Filomena do Maranhão, Milagres do Maranhão, São Francisco do Maranhão e Afonso Cunha.